Projetos & Pesquisas

PROJETO GUARAGUAÇU

Dentre os projetos do LASB, se destaca o projeto de longa duração chamado ‘Projeto Guaraguaçu’. Esse projeto começou em 2014, em tem como objetivo principal fazer um monitoramento extensivo do rio Guaraguaçu, o principal rio de água doce da planície litorânea do Paraná. Há dados públicos disponíveis para serem usados pelos pesquisadores desde 2016. Dentre as informações disponíveis, destaca-se os dados coletados em pontos fixos georreferenciados de monitoramento, como a composição e traços funcionais de plantas aquáticas, composição de peixes, parasitas e dieta dos peixes, composição microalgas e zooplâncton, além de medidas abióticas. Veja nosso site para informações sobre os dados públicos e também sobre nossos documentos científicos sobre o projeto. Também se destaca o monitoramento da gramínea aquática invasora Urochloa arrecta (Hack. ex t. Durand & Schinz) Morrone & Zuloaga. Desde 2018, a maioria dos bancos dessa planta tem seu tamanho e localização estimada ao longo do rio. Nesse sentido, foi realizado um grande projeto internacional, em parceria com pesquisadores da Noruega, França, Alemanha e África do Sul. Nesse projeto, os impactos ecológicos e socioeconômicos de U. arrecta foram avaliados, assim como a viabilidade de seu controle. Atualmente temos dois grandes projetos financiados ocorrendo no Rio Guaraguaçu, o projeto AMEAC – Avaliando Múltiplos Estressores em Ambientes Aquáticos Costeiros, e o projeto PELD/GUAR – Pesquisas Ecológicas de Longa Duração no Rio Guaraguaçu, patrimônio mundial da humanidade.

PELD/GUAR: Pesquisas Ecológicas de Longa Duração no Rio Guaraguaçu, patrimônio mundial da humanidade

​O projeto PELD Guaraguaçu propõe o monitoramento ecológico e socioambiental de longo prazo do Rio Guaraguaçu, um dos principais sistemas fluviais da planície litorânea do Paraná. A proposta é baseada em abordagens transdisciplinares e na perspectiva de saúde única, integrando dados sobre biodiversidade, qualidade ambiental, serviços ecossistêmicos e a relação entre as comunidades humanas e o ecossistema aquático. A iniciativa terá impacto direto sobre os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): ODS 3 (Saúde e Bem-Estar): ao investigar a contaminação do ecossistema e os riscos à saúde pública relacionados ao uso da água, o projeto contribui para a prevenção de doenças e promoção da saúde das populações locais, inclusive indígenas e tradicionais; ODS 6 (Água Potável e Saneamento): ao monitorar a qualidade da água e a capacidade do rio de diluir poluentes, o projeto fortalece a gestão sustentável dos recursos hídricos e contribui para a segurança hídrica da região; ODS 14 (Vida na Água): ao investigar a biodiversidade aquática e a conectividade entre o rio e o ambiente marinho, a pesquisa promove a conservação dos ecossistemas costeiros e estuarinos, fundamentais para a pesca, a regulação ecológica e a biodiversidade; ODS 15 (Vida Terrestre): ao estudar a vegetação ripária, as áreas de conservação e o uso do solo, o projeto contribui para a proteção de ecossistemas terrestres e para a recuperação de áreas degradadas; ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação): o projeto envolve uma rede internacional de pesquisadores de instituições renomadas de cinco países, promovendo a cooperação científica e a troca de conhecimentos entre hemisférios e culturas, fortalecendo capacidades locais e globais. Com foco em ciência aplicada, inclusão social e conservação ambiental, o projeto visa subsidiar políticas públicas e estratégias de mitigação diante das pressões antrópicas e das mudanças climáticas que afetam o sistema do Rio Guaraguaçu.

NAPI BIODIVERSIDADE

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) em Biodiversidade é composto pela conexão entre três Arranjos: NAPI Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia;  NAPI Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos; e NAPI Biodiversidade: RESTORE. Todos têm o objetivo de propiciar pesquisas e estudos que visem à manutenção da biodiversidade, bem como chegar a resultados que colaborem com novas ações e iniciativas para a sua proteção e valorização. Estamos envolvidos no arranjo NAPI Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos

Você pode não saber, mas os serviços ecossistêmicos fazem parte da nossa vida, diariamente. Os pesquisadores estabeleceram esse termo para definir a utilização dos recursos naturais em nosso benefício. Os serviços ecossistêmicos são divididos em diversos subgrupos. Os  alimentos, a água, os combustíveis, as fibras, os produtos bioquímicos e medicinais e, também, os recursos genéticos (seres vivos) são os serviços de provisão. A produção de oxigênio, a ciclagem de nutrientes e formação de solo, por exemplo, já são os serviços de suporte. O controle hídrico e a do clima, e a polinização são os serviços de regulação. E os valores estéticos, espirituais e religiosos, além da recreação e do ecoturismo são os serviços culturais. Todos esses bens e produtos são responsáveis por nos proporcionar qualidade de vida e, também, são responsáveis por manter as atividades econômicas e gerar fluxos financeiros. No entanto, toda essa riqueza que move a vida humana tem sido fortemente degradada pela destruição de habitats, poluição, sobre-exploração, invasões biológicas e pelas mudanças climáticas. Vemos, todos os dias, o quanto isso tem provocado grandes perdas na nossa biodiversidade e afetado a qualidade de vida das populações humanas, animais e vegetais. É aí que entra a criação do NAPI Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos. As pesquisas desenvolvidas no projeto tem como objetivo elaborar bancos de dados para financiar políticas públicas. Estas têm, ainda, o propósito de garantir a saúde ambiental para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, o potencial de prospecção dos estoques de biodiversidade e a socialização do conhecimento. Dentre os produtos a serem gerados estão: softwares para monitoramento e estudos de conservação da biodiversidade, informações para o desenvolvimento de políticas públicas, notas técnicas para agricultores, lista de espécies, produtos cartográficos, coleções biológicas, capacitação de recursos humanos, trabalhos de conclusão de curso de graduação, dissertações, teses e artigos científicos.